Sunday, 28 October 2007

War, journalism, art and digital reproduction


A photograph taken at the 53rd Venice Biennalle of a photograph taken in the West Bank by Pavel Wolberg (Evacuation of Mitzpe Yizhar) in 2004.

Sunset

Os olhos cavam fundo a paisagem que se traveste por entre as frinchas do biombo cor de rosa onde o sol foi tecendo o seu casulo. O horizonte despede-se das lonjuras e envolve-nos aproximando tudo à minha volta. Assim embrenho-me nos fios da minha propria teia esperando que o vento faça tremer as suas cordas.

Melías Karpós


Does love make you a better person?

For you
I’d capture all beasts
And run over fields of flowers
I’d cover you with gold and diamonds
And bring all slaves both male and female
From the most noble casts
To dress and undress you
With different scents
For you
I’d stop on the handicapped parking space
And unroll the red carpet
Over the wheelchair sign on the pavement
For now
I will only paint your name on the shop shutter
So every night the high street bears witness
Of how my love for you is my ethics

Wednesday, 24 October 2007

Sunrise

Neighbours,
I'm sorry.
No more time shall be wasted in these encounters. Energy is too scarce for human contact. It produces friction. Friction must be avoided, sweaty hands kept in the pockets.
We communicate through other media. Visit my website or drop me a line on facebook. The skin dust, we leave for other strangers to collect. Like dogs socializing through lamposts and car wheels.
I'm sorry.
The lubricant of urban life. The one and only phrase you need to know to get by on these streets. Sorry if I break you heart but since I'm sorry, I carry on. You stay there and try at least to mutter 'no worries'.
Kindly,
Thy neighbour.

Saturday, 20 October 2007

O primeiro dia

Sérgio Godinho, George Orwell e a Roda dos Milhões

Um dos acontecimentos mais relevantes na cultura portuguesa do final do século XX foi a alteração da letra de uma canção fantástica, muito popular durante várias gerações, chamada Com um Brilhozinho nos Olhos.

No tema do Sérgio Godinho canta-se a emoção dos silêncios que falam, das conversas que se enchem de velocidade, das palvras que se soltam da pele.

Na versão original o Sérgio gravou: ‘dissemos o que nos passou pela tola, do estilo és o number one dou-te 20 valores és um 13 no totobola’.

Desde há uns anos para, canta: ‘...o que nos caiu no goto, ... és uma 6 no totoloto’.

Se uma canção fala a língua das pessoas que a ouvem, é porque reproduz um mundo verdadeiro e não uma ficção. Mas fá-lo também porque a vida se deixa inundar pelas palavras das grandes canções. Com toda esta permeabilidade, é normal que as letras das músicas se deixem marcar pelo tempo em que foram escritas. A reescrita do Brilhozinho é um caso pós-moderno de suicídio do autor através de censura póstuma.

Corrigir as noticias e os livros de historia para os adaptar à política actual do regime, era a profissão do protagonista de 1984. E, apesar de já estarmos em 2007, o livro de George Orwell continua a ser lido sem precisar de mudança no título. Talvez a comparação seja um pouco exagerada, até porque o Ministério da Verdade do Império de Oceania não se deveria importar muito com os jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Mas a questão mantém-se:

Agora com o euro-milhões como é que vai ser?

...

Seja como for, o Sérgio Godinho continua a ser, para mim, um 13 no tobola. Apesar de não ter sido capaz de evitar a digestão do totobola pelas empresas de apostas online.

There's this girl at the corner wearing a hat

The History of Words

Before words, each person's thoughts could develop freely without the intervention of strangers’. If someone liked an other, a warm gest...